Cota do Lago Paranoá
12/11/2008 11:09:04
Entre os usuários do Lago Paranoá, existe uma tremenda polêmica sobre a redução exagareda da cota do lago que prejudica de maneira substancial a prática de esportes náuticos neste período do ano.

Antes que a chuva reponha o nível sangrado, o debate merece ser qualificado para que evitemos que o fato torne-se em um problema crônico e que gere um processo de morte lenta como visto historicamente com a Represa Guarapiranga em São Paulo.

O Paranoá foi concebido inicialmente pelo mero aspecto ambiental e climático como um amenizador do já conhecido clima seco de Brasília. Seus mestres idealizadores JK, Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Burle Marx vislumbraram ainda, os aspectos estéticos do espelho d´água e o aspecto da qualidade de vida pelo lazer e atividade náutica.

Sobre esta última tese, basta a constatação que o Iate Clube de Brasília foi fundado antes que a capital federal. Dentre seus sócios fundadores, ninguem menos que o próprio JK. No ano de 1960, o Paranoá já seria palco de sua primeira regata.

De lá para cá, mais de 30 clubes sócio-esportivos instalaram-se ás margens do Paranoá. Inclua-se ainda a iniciativa bem-sucedida do GDF com o Projeto Orla e outras ocupações da orla que não apenas as casas e mansões das QL´s.

No período do regime militar, o Governo Federal integrado com o GDF e a CEB, concebeu a geração de energia como uma reserva estratégica de suprimento de energia ao comando do Governo Federal em caso de desabastecimento em uma eventual situação de crise. Era uma visão lógica e inteligente de um Brasil que lidava com a eminência da Guerra Fria e com a perspectiva da insurgência de movimentos revolucionários. Este fato, fez que a CEB mantivesse uma cota regular no Paranoá sem variações significativas conforme os distintos períodos hidrológicos do ano.

Esta preocupação cessou com o Brasil democrático e com as múltiplas possibilidades de transmissão de energia pelo Sistema Integrado Nacional.

A CEB em sua gestão atual, busca e eficácia e rentabilidade da empresa e passou a tratar o Paranoá como uma Pequena Central Hidrelétrica - PCH capaz de gerar e despachar energia no Mercado Livre e para o próprio abastecimento do Distrito Federal.

Acontece que a capacidade de geração é quase desprezível para o contexto da metrópole Brasília e os efeitos ambientais além do prejuizo à atividade náutica, tomam proporções provavelmente superiores ao benefício obtido pela CEB.

Á atividade náutica do Paranoá deve ser percebida pela ótica do meio-ambiente, do esporte, do lazer, da recreação e da qualidade de vida e bem estar dos moradores e usuários deste espelho d´água. Temos que considerar que o Paranoá é um Parque de Lazer tão relevante como o Parque da Cidade.

As águas do Paranoá não devem sem tratadas como mera mercadoria à venda para transformação em energia.

É possível coexistir os interesses legítimos da CEB com a boa governança e lucratividade da empresa, com os demais interesses acima. É oq ue chamamos de visão integrada e sustentável do Paranoá.

O momento não é de confronto, mas, de diálogo e convergência de interesses.

A CEB sabe que na UHE Luis Eduardo Magalhães na Represa do Lajeado que banha a capital Palmas no Estado de Tocantins, que apesar de ser uma represa concebida com a prioridade exclusiva da geração energética, esta respeita uma cota pré-estabelecida e gera energia apenas à capacidade excedente desta cota. Isto sem considerar a vazão mínima determinada do Rio Tocantins.

O que queremos aquí é determinar uma cota mínima que não gere múltiplos prejuizos como observamos neste momento.

Chama a atenção ao fato da CEB não atualizar seu site com as cotas diárias e médias do mês deste Março de 2007. Esquecimento ou proposital para confundir o controle de todos nós?

Após longo processo exemplar de despoluição do Lago Paranoá empreendido pela CAESB e outros órgãos ambientais, hoje como velejador e fiscal da natureza, vejo o caminho da degradação do Paranoá conforme amplamente veiculado na mídia.

Tentemos reverter o processo. O momento é este!

Lars Grael
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Brasil de Contradições
28/10/2008 09:54:00
Esta eu traduzo da Revista "Brazilian Review - Danish Brazilian Chamber of Commerce" que recebo da colônia dinamarquesa no Brasil.

Compara as contradições do Brasil do 1º Mundo com o ainda Brasil do 3º Mundo:

PRIMEIRO MUNDO X TERCEIRO MUNDO
Produtividade da Terra X Invasões de Terras
Agilidade Fiscal X Excesso de Impostos
Sociabilidade Racial X Leis de Cotas e Segregação
Aviões da Embraer X Mosquitos da Dengue
Urnas Eletrônicas X Protegidos do Governo
Tecnologia da Petrobrás X Educação de Má Qualidade
Povo Empreendedor X Burocracia Paralizante
Grandes Projetos de Engenharia X Engenheiros atacados por índios
Etanol da Cana de Açucar X Escravidão na Lavoura
Garantias Individuais X Impunidade Coletiva
Oportunidades X Desigualdades
Imprensa Independente X Controle do Estado sobre a Imprensa
Eficiência dos Bancos X Enormes Taxas de Juros
Reserva de Dólares X Dólares na Cueca
Transplante de Órgaõs X Febre Amarela
Produtividade Agrícola X Destruição do Meio Ambiente
Biotecnologia X Direcionamento Ideológico na Educação
Tolerância Religiosa X Dinheiro dos Fiéis Gastos em Aviões à Jato.
Multinacionais Brasileiras X Protecionismo de Mercado
SUS X Filas para Atendimentos em Hospitais
Tratamento e Prevenção da AIDS X Recorde de Hanseníase
Mercado de Capitais X Mercado Negro Paralelo
Pilotos da Aviação Civil X Caos nos Aeroportos - Apagão Aéreo
Boas Universidades X Ensino Fundamental Deficiente
Avanço na Gestão Governamental X Recursos Não Contabilizados (caixa 2)
Dramaturgia na TV Brasileira X Baixo Índice de Leitores
Rodovias com Pedágios X Rodovias com Crateras
Cartões de Créditos X Cartões Corporativos Governamentais
Jogadores de Futebol X Dirigentes e Estádios de Futebol
Lula não é Chavez X Influência do Chavez
Máquinas com Biocombústivel X Poluição
Turismo Ecológico X Turismo Sexual
Sistema de Monitoramento da Amazônia X Descontrole das Fronteiras
Culinária Singular X Desnutrição Infantil
Cultura Popular X Cultura Oficial
Metalurgia Avançada X Trabalho nas Carvoarias
Pilotos de Fórmula 1 X Engarrafamentos nas Cidades
Energia Limpa X Apagões
EMBRAPA X Via Campesina
Acervo do MASP X Segurança do MASP
Democracia X Cleptocracia (Corrupção)
Top Models X Prostituição Infantil
Tecnologia Policial X Impunidade
Cidades com Internet Livre Acesso X Cidades sem Energia Elétrica
Arquitetura X Favelas e Puchadinhos
Maior Exportador de Carne X Descontrole da Aftosa
Executivos Globais X Nepotismo

Posso até não concordar com tudo, mas, é uma boa visão geral dos contrastes do nosso país.

Resta-nos analisar em cada quesito, aonde avançamos e aonde regredimos...

Lars Grael


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Eleição nas Confederações
21/10/2008 13:13:48
Semana passada fui convidado a participar de audiência pública do Senado Federal para debater a Política Esportiva Nacional.

Constatei que causou forte polêmica minhas declarações favoráveis a mudança da legislação esportiva no sentido de limitar em no máximo uma reeleição, o mandato dos dirigentes esportivos.

O que há de mal nisto? Não gosto de ser entitulado como um um anti-Nuzman, ou, um ariete do sistema dominante e vigente.

Sou amigo pessoal do Nuzman e admirador do seu trabalho como ex-atleta olímpico e responsável pela transformação do Voleibol Brasileiro da inexpressividade, até a absoluta hegemonia mundial. Isto é fruto da sua dedicação, profissionalismo, ação empreendedora e liderança.

Sua ascenção ao COB, projetou o esporte olímpico brasileiro do patamar de um dígito para dois dígitos na conquistas de medalhas olímpicas. Nuzman foi meu amigo nas horas mais difíceis e lutamos juntos em muitas causas como:
* Resgate das Olimpíadas Colegiais.
* Promoção dos Jogos da Juventude
* Promoçao dos Jogos Sul-Americanos de 2002.
* Captação dos Jogos Panamericanos Rio 2007 em 2002.
* Aprovação da Lei Agnelo-Piva
* Aprovação da Lei de Importação de Materiais Olímpicos e Paraolímpicos.
* Aprovação da Lei de Incentivo do Esporte.

Defendemos ainda causas como maior verba para o desporto olímpico e mudança na legislação para derrubar a hipocrisia da proibição da remuneração de dirigentes.

Lembro ainda que Nuzman em sua gestão no COB, dá a maior prioridade e apoio à Vela. Exemplo maior disto, foi a intervenção do COB na CBVM a meu pedido e da ampla maioria do Conselho de Representantes.

A divergência saudável e democrática, reside na questão da reeleição dos dirigentes esportivos. Ele naturalmente é contra por proteção do sistema desportivo nacional e pelo raciocínio que este sistema atual, espelha a realidade das entidas internacionais.

Eu já penso que o rodízio é sempre salutar. Do condomínio do seu prédio à Presidência da República. Tenho pesadelos com a possibilidade de um já falado golpe na constituição que permita uma 2ª reeleição no Poder Executivo deste país. Isto tudo, viria travestido com a alcunha de "reforma política". Movimento ditatorial semelhante já aconteceu na Venezuela, Bolívia e Equador e possui tendências na Colombia, Brasil e Paraguai.

O rodízio gera o interesse dos demais integrantes do sistema, na gestão compartilhada. O rodízio estimula a crítica e sobretudo a auto-crítica dos atuais dirigentes.

Algumas confederações até democratizaram parcialmente seus estatutos no início dos anos 90 à luz da então "Lei Zico", como o caso da Canoagem e da Vela.

Os bons dirigentes não deveriam temer a democratização das entidades. O clientelismo do sistema confederativo tem seus anos contados. Tem origem no Estado Novo de Vargas e perdura até o Brasil democrático dos tempos atuais.

Mecanismos de acesso ao voto da representação de atletas, árbitros, treinadores, clubes e categorias, só ajudariam a tornar a estrutura da entidades nacionais de administração do desporto, num sistema mais arejado, transparente e merecedor de captar recursos públicos.

Lars Schmidt Grael
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Ingrid Schmidt Grael - A Guerreira Viking
23/9/2008 14:07:48
Com muito pesar, comunico o falecimento da nossa mãe Ingrid Schmidt Grael aos 70 anos de idade no Rio de Janeiro.

Filha do lendário engenheiro e velejador dinamarques Preben Schmidt, Ingrid foi irmã de Rolf, Margarete e dos Tri-Campeões Mundiais de Vela Axel & Erik Schmidt.

Foi Miss Niterói; Miss Estado do Rio de Janeiro e segundo colocada no Miss Brasil. Na cerimônia de premiação no Palacio do Catete e na presença do Presidente Café Filho, conheceu o Coronel Dickson Melges Grael com quem contraiu matrimônio.

Mãe do velejador ambientalista Axel Grael, do maior medalhista do esporte Olímpico Brasileiro e da Vela Mundial Torben Grael e deste que escreve esta coluna. Avó de Trine, Marco, Martine, Nicholas e Sofia Grael, Ingrid sempre teve ainda como filho seu sobrinho Glenn Erik Haynes, filho de sua irmã precocemente falecida Margarete (Guida).

Sócia mais antiga do Rio Yacht Club (Niterói), Ingrid teve uma vida itinerante como esposa de militar. Viveu no Rio, São Paulo, Osasco, Belém, Brasília, Ingrid que tinha dupla nacionalidade Brasileira e Dinamarquesa, sempre teve suas raízes na cidade de Niterói/RJ, berço de sua família e aonde foi sepultada ontem.

Velejadora e grande incentivadora da carreira dos filhos na Vela, Ingrid era amante do Tênis, esporte que começou a praticar na fase adulta, mas que a levou a conquistar a Taça Itamaraty em Brasília nos anos 70. Ainda em Brasília, foi professora de inglês e posteriormente Diretora da Casa Thomas Jefferson. Ao retornar a Niterói, foi professora do Brasas e atuou no ramo empresarial de exportação e importação.

Torcedora ferrenha dos irmãos, filhos e netos na Vela, Ingrid foi madrinha de vários dos nossos barcos, e com destaque para o "Brasil 1" que dignificou a vela brasileira na última edição da Volvo Ocean Race; do veleiro clássico da classe 6 Metros Internacional "Marga" e do veleiro escola do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) "Fuzzarca" uma de suas últimas aparições públicas.

Para nós, fica o vazio e a saudade daquele sorriso contagiante, daquela disciplina escandinava, daquele amor pela vida, daquele carinho materno...

Ingrid foi duas vezes Rainha dos Jogos da Primavera, título que se orgulhava da conquista, outrora extremamente relevante. Uma das vezes, o título foi eternizado em capa do Jornal dos Sports ao receber o troféu das mãos do Presidente Getulio Vargas no Estádio das Laranjeiras (Fluminense Football Club). Parece que Dª Ingrid escolheu a abertura da primavera para sua despedida...

Lars, Renata, Trine, Nicholas & Sofia Grael.
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Olin Stephens, a arte de desenhar barcos.
15/9/2008 23:04:17
A Vela mundial está de luto com a morte aos 100 anos e 5 meses do mais talentoso, estilista e intuitivo projetista de bólidos de regatas.

Olin Stephens foi o mestre do estúdio de desenho naval Sparkman & Stephens que criou barcos extraordinários por décadas.

Sua prancheta criativa, criou barcos revolucionários em seus tempos como o ainda campeão J Class - Ranger e os magníficos 12 Metros como Columbia, Intrepid, Courageous e Freedom.

No Brasil, seus desenhos encantaram velejadores que aprenderam a apreciar há décadas barcos como os classe Brasil; Velamar 33´; o lendário Saga; vários dos Nautor Swan´s como Cangaceiro, Suzy Dear e outros...

Passa a virar mito e seus barcos a continuar a tornar o esporte da vela, elegante!

Lars Grael
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Rápidas
30/8/2008 17:44:06
ARGO CHALLENGE: Hoje após longa semana de palestras e compromissos, sigo para disputar a Rolex Maxi World Cup, Campeonato Mundial de Vela Oceânica de Maxi-Boats (barcos acima de 60 pés). O evento acontecerá no Yacht Club Costa Esmeralda em Porto Cervo - Sardenha - Italia.
* Estarei como timoneiro do Farr 70´ IMS "Atalanta II" de bandeira Italiana.
* No mesmo evento Torben Grael estará comandando o novíssimo Reichel/Pugh 69´ "Alfa Romeo" com seu time da Volvo Ocean Race da Ericsson e com convidados ilustres, dentre eles o Tri-Campeão Mundial de F1 Nelson Piquet.

FESTCAT: O evento foi um sucesso no Lago Paranoá e marcou a inauguração da Guarderia Katanka no Clube das Nações e deliciosa confraternização entre os amantes da catamarãs e praticantes do Windsurf.

CARAVANA DO ESPORTE: Aconteceu hoje em Salvador, o I Forum da Caravana do Esporte e Caravana da Música. Confesso que há muito tempo, não participo de debate tão sincero, abrangente, despartidarizado e qualificado como este na reflexão das políticas públicas de Esporte / Educação / Cultura. Que os cartolas do esporte nacional, tentem obter os anais do encontro.

Bons Ventos,

Lars Grael
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A Estirpe do Campeão
22/8/2008 12:44:42
O Esporte Olímpico Brasileiro agradece a dupla Robert Scheidt / Bruno Prada pela conquista da medalha de prata alcançada na raça, frieza e competência na Vela Classe Star.

Robert / Bruno tinham a dura tarefa de suceder em Qingdao, os bi-campeões olímpicos Torben Grael / Marcelo Ferreira na dificílima classe Star.

Não tiveram o melhor acerto para as condições de ventos fracos da raia de Qingdao. No final, a estrela do campeão que cresceu com os inesperados ventos fortes e mostra a estirpe do campeão que uma vez pressionado, cobrado e acuado com um início irregular na competição olímpica, cresceu como um leão feroz e avançou a segundo degrau do pódio. Sei muito bem disso, pois sei de sua reação vitoriosa na seletiva olímpica neste ano.

A Vela Brasileira sai com 2 medalhas de Pequim e mesmo sem o reconhecimento da mídia esportiva (que alardeou a supremacia do Judô por poucos dias), recuperou a hegemonia no número de medalhas (16 contra 15 do Judô).

Curioso que quadro de medalhas sempre foi avaliado por número de Ouro, ou, não é? Trata-se de insana convenção da mídia esportiva internacional que teve início com os Jogos de Berlim em 1936 e aquecida na Guerra Fria entre EUA e a extinta URSS.

Por número de Ouro, a Vela com suas 6 medalhas está a léguas do Judô (2).

Aliás que bobagem, comparar esportes. Tipo da rivalidade que não tem nada a ver.

Para ser técnico, deveríamos avaliar:
1) Nº de Medalhas Obtidas (Ouro = 3 pontos; Prata = 2 pontos; Bronze = 1 ponto).
2) Nº de Medalhas em Disputa.
3) Nº de Olimpíadas disputadas deste Esporte.

Neste critério de avaliação, verificaríamos que o esporte nº1 do Brasil, é o VOLEIBOL. Nada mais justo para este esporte que obtem e comprova outra vez em Pequim seu alto índice de aproveitamento.

Viram que linda a comemoração da Maurren? Sei muito bem o que esta menina passou! Orgulho do esporte brasileiro!

LARS GRAEL



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Vela Brasileira Feminina - Uma Realidade
18/8/2008 14:42:15
A Vela Brasileira está em festa com a conquista da sua 15ª medalha e resgate da liderança entre todos os esportes olímpicos do Brasil.

O triunfo veio com a conquista inédita da Medalha de Bronze da dupla gaúcho/fluminense Fernanda Oliveira / Isabel Swan na classe 470 Feminino.

Mérito da dupla que fez uma campanha sólida, com muita preparação, bom retrospecto de resultados, muito talento e frieza na conquista da Medal Race que garantiu o bronze para a Vela Brasileira.

Fernandinha que vinha de 2 outras experiências olímpicas, uniu seu talento e determinação em perfeita sintonia com a estreante Isabel Swan que agregou o físico ideal, astral elevado, técnica refinada e muita garra!

Cabe lembrar que a Vela quase sempre foi um esporte machista. Ingressou nas Olimpíadas de Paris em 1900 e só foi admitir as categorias femininas 88 anos depois nos Jogos de Seul.

No meu querido Rio Yacht Club em Niterói (clube da Isabel Swan) até hoje não possui banheiro feminino na garagem de barcos!

No Brasil, a Vela Feminina produziu suas primeiras campeãs pioneiras nos anos 50 com Margarete (Guida) Schmidt Haynes e com Bibi Juetz.

Nossa primeira participação olímpica deu-se em Seul na mesma classe 470 com a dupla Cinthia Knoth / Marcia Pellicano. Marcia que daria nossa primeira medalha de ouro Panamericana na Vela (Classe Europa) no Pan de Mar del Plata 1995.

Nossas meninas poderosas Fernanda / Bel, contaram com fundamental apoio de patrocinadores, do obstinado treinador Paulo Ribeiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor que tratou-as como esperança de medalha com tratamento VIP desde após Atenas 2004.

Parabenizo ainda pelas mulheres que lutam e trabalham pela Vela Brasileira como Nina Castro; Angela Brun, Sylvia Adler e Lilian Fiedler. Esta última, nossa responsável de logística e transporte de toda equipe olímpica lá em Qingdao na China.

Que gosto especial e que saudades deste friozinho na barriga!

Parabéns Fernanda e Isabel!

Lars Grael
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10 Anos do Projeto Grael
11/8/2008 13:56:40
Foi na promessa de medalha dos Jogos Olímpícos de Atlanta 96, que eu, Torben, Marcelo Ferreira e o então Prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira, concebemos a criação do Projeto Grael de inclusão social através da Vela.

Semanas depois, medalhas no peito, comemorações e o desafio de inovar em promover a inclusão social através de um esporte rotulado como esporte de elite no Brasil.

O Projeto Grael inspirou ainda a criação do "Projeto Nomes" com outros atletas símbolos e com outras modalidades esportivas na ex-capital Fluminense.

Dois longos anos após, em agosto de 1998 começamos com a 1ª turma e as primeiras aulas na Praia de Charitas. Dificuldades, descrença e luta pela sustentabilidade do Projeto. A dupla Cinthia & Lula deu o formato pedagógico inicial.

Do Projeto Grael, surgiu a iniciativa de criarmos o Projeto Navegar no então Ministério do Esporte e Turismo do Governo Federal (1999) e o Projeto Navega São Paulo no Governo do Estado de São Paulo (2003). Outras inicitiavas suscederam estes projetos.

De lá para cá, o Projeto Grael passou a ser bem conduzido pelo ambientalista Axel Grael e sua equipe. Agregou-se a Educação Ambiental e o Ensino Técnico Profissionalizante. Mais de 8.000 atendimentos a jovens de baixa renda e da rede pública de ensino de Niterói. O Projeto Grael passou a ser administrado pelo Instituto Rumo Náutico hoje presidido pelo arquiteto Marcelo Land Lomardo e gerenciado pela Christa Vogel Grael.

Alguns tornaram-se campeões na Vela, outros campeões na vida. Percentagem expressiva deles, foi empregada no mercado náutico. Vieram premiações e reconhecimento internacional. Apoio do Criança Esperança da Rede Globo e de várias empresas com responsabilidade social.

Domingo dia 17 de agosto próximo, iremos realizar uma Regata Comemorativa aos 10 Anos do Projeto Grael. As regatas abertas para todas as classes, terão partida na Enseada de São Francisco nas proximidades do Projeto Grael (vizinho ao Clube Naval Charitas).

Estarei lá com meu veleiro clássico de madeira "Marga".

Venha prestigiar!

Bons Ventos,

Lars Schmidt Grael
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Regata Solitária
5/8/2008 19:49:02
Dia 09 próximo, será o dia da Regata Solitário de veleiros de Oceano aqui em Brasília.

O trajeto de cerca de 6,7 Milhas Náuticas (aprox. 11,5 Km) é realizado entre o Cota Mil Iate Clube e o Iate Clube de Brasília.

Em todo o Mundo, as regatas solitário demonstram coragem, bravura, fibra e resistência de velejadores. Regatas Transatlânticas e Regatas Volta ao Mundo em solitário, consagraram velejadores como Eric Tabarly no passado e Ellen MacCarthur nos dias atuais.

No Brasil, esta cultura é tímida, mas alguns nomes se destacaram nessa atividade como Eduardo Louro, Gustavo Pacheco, recentemente a Izabel Pimentel e no cenário de expedições, absoluto destaque para Amyr Klink.

Nos anos 80, a Regata Solitário Pellicano no Rio de Janeiro chegou a juntar mais de 60 barcos. De um Velamar 22´ até o lendário Saga (S&S 57´). Lembro-me de quando venci uma edição na classificação geral (não tinham inúmeras regras como hoje!), o orgulho que esta regata representava.

Em Brasília, e, após o acidente, só participei de 2 e vindo a vencer a 2ª. Na 1ª, não queria participar, pois, velejar sozinho, sem uma perna, com 2 Velas + Balão e os Estais Volantes, achei que era demais para minha capacidade. Foi quando na noite anterior, vi na TV a Cabo, um jovem australiano paraplégico que acabara de dar a Volta ao Mundo SEM ESCALAS.

Logo achei nossa regatinha aqui em Brasília, uma moleza!

Sábado, estarei lá!

Lars Grael
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