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| Mundial de Star no Rio - Brasil nas cabeças! |
| 1/2/2010 17:27:05 |
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Vejam que minha previsão dentro de um cenário de imprevisibilidade, não foi tão má assim...
Vitória incontestável da dupla campeã mundial em 2002 e atual Ouro em Pequim, os britânicos Ian Percy e Simpsom. Foram competentes, regulares, velozes e contam com um barco fora de série...
O Vice-Título da dupla suiça Marazzi / De Maria era previsto dado à velocidade e resultados prévias da dupla e seu Star bólido high-tech.
Na 3ª colocação, quase todos vibraram com a volta triunfal da dupla multi-campeã Torben Grael / Marcelo Ferreira que ralaram desde setembro para voltarem à melhor forma técnica.
Nós conseguimos uma inacreditável reação após começarmos com um sofrível 35º lugar na 1ª regata. Ao final, a 4ª colocação teve gosto de vitória e marca nossa regularidade como a única dupla a carimbar os 2 últimos mundiais dentre as 5 primeiras posições.
Na 5ª posição, tivemos outra dupla brasileira formada por Alan Adler e Guilherme Almeida. Velejaram de forma arrojada e competente. Alan mostrou a todos porque ostenta uma estrela dourada em sua vela (campeão mundial em 1989).
Na 9ª colocação, a dupla Prata em Pequim com Robert Scheidt / Bruno Prada que provaram excelente forma apesar de não terem encontrado, a condição ideal de vento da dupla.
Outros brasileiros mereceram destaque como:
* Gastão Brun / Gustavo Kunze que conquistaram o título na categoria Gran Master e terminaram na 16ª colocação.
* Na categoria master, vitória de outra dupla brasileira formada por Peter Ficker / Ubiratan OLiveira na 38ª posição.
* Destaque especial ainda para André Mirsky com o experiente Marcelo Jordão que terminaram na 21ª colocação e ficaram em 3º numa das regatas.
O Iate Clube do Rio de Janeiro impressionou com suas instalações e a parte técnica do evento foi praticamente impecável. O ponto negativo ficou por conta da poluição, não apenas da Baía de Guanabara, mas como até das águas abertas nas proximidades da cidade maravilhosa...
A Classe Star volta a se encontrar na Pré-Olímpica de Vela da CBVM nas águas do Lago Paranoá de 23 a 28 de fevereiro.
Bons Ventos,
Lars Grael |
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| Campeonato Mundial de Star 2010 - Prever o imprevisível? |
| 3/1/2010 23:26:14 |
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O Iate Clube do Rio de Janeiro irá sediar o Campeonato Mundial de Vela da Classe Star de15 a 23 deste mês de janeiro.
É a 4ª vez que o ICRJ sedia este título jamais conquistado por um brasileiro em águas brasileiras...
A Classe Star reune os mais famosos e laureados velejadores oriundos de diversas classes tanto no Brasil quanto no plano internacional.
Na competição com 81 inscritos, arriscar uma previsão é flertar com a sorte e com a ilógica.
Com ventos fortes, a previsibilidade aumentaria sobre três comandantes:
* Os Brasileiros Robert Scheidt / Bruno Prada; Robert um dos maiores vitoriosos da vela Mundial e seu proeiro Bruno Prada que é um dos mais técnicos e bem sucedidos proeiros da atualidade. A dupla foi campeã mundial em 2007, Prata nos Jogos de Pequim em 2008 e encerrou 2009 na 2ª colocação do ranking internacional.
* Fredrik Loof da Suecia: Loof é um Bi-campeão Mundial de Star, Bronze em Pequim e expert nos ventos fortes.
* Ian Percy do Reino Unido: Percy foi Ouro em Pequim e Campeão Mundial. Grande velocista e na verdade como os outros dois acima,candidatos em qualquer condição de vento.
Nos ventos fracos, a previsibilidade é mínima e nada fácil de apontar favoritos. Eu arriscaria na dupla suiça do comandante Flavio Marazzi e seu barco revolucionário. Marazzi é veloz porém inconstante. Foi campeão Europeu em 2007, recém campeão Sul-Americano aqui no Rio e encerrou 2009 como o líder do ranking mundial. Dentre outros candidatos, eu destacaria a dupla norte-americana George Szabo e Rick Peters que são os atuais campeões mundiais. Nestas condições, eu e meu proeiro Ronald Seifert apresentamos nossas melhores chances como na 3ª colocação do campeonato Mundial de 2009 e da conquista de títulos nacionais e da competitiva Taça Royal Thames realizada recentemente nas águas do campeonato Mundial.
Nos ventos médios, somam-se a todos estes candidatos, inúmeros nomes, com destaque para:
* Torben Grael / Marcelo Ferreira: Torben ao longo dos seus 30 anos dedicados a classe Star, conquistou 4 medalhas olímpicas e um título mundial. Marcelo veleja com Torben a 22 anos e é Bi-campeão mundial além de 3 medalhas olímpicas. A dupla está de volta e já mostrou que está na briga na conquista do bronze no Campeonato Sul-Americano de 2009.
* Alan Adler / Guilherme Almeida: Alan, além de franco atirador de mira aguçada, é um ex-campeão mundial e acaba de sagrar-se Vice-campeão Sul-Americano.
Na esquadra brasileira de 25 Stars, temos que observar nomes de alto respeito com destaque para:
* Gastão Brun: Bi-Campeão Mundial de Soling e Campeão Norte-Americano e Bi-Campeão Sul-Americano de Star.
* André Mirsky: Maior revelação da classe Star nacional, está motivado e conta com barco novo e o mais consagrado treinador de Staristas, o polonês Andy. Seu proeiro Marcelo Jordão, era meu proeiro na conquista do título Sul-Americano de 2008.
* Alessandro Pascolato: É campeão mundial master e gran master e ex-campeão nacional. "Dino Pascolato" é exemplo de dedicação e competência sobre um Star. Seu proeiro Henry Boennig é o maior velejador da classe Finn do Brasil da atualidade.
* John King: Velejador instintivo e astuto, é um dos maiores conhecedores da raia de regatas carioca. Seu proeiro Norman MacPherson é um ex-campeão Sul-Americano nas classes Laser e Soling.
* Reinaldo Conrad: O patriarca dos medalhistas olímpicos do Brasil, deve ser respeitado por todos por suas qualidade inquestionáveis.
* Peter Ficker: Medalhista olímpico e panamericano.
Dos meus companheiros da Flotilha Paranoá de Brasília, a surpresa pode vir no vento fraco com alguns nomes como:
* Guilherme Raulino: Ex-campeão Sul-brasileiro de Snipe, Guilherme veleja com o Bi-Campeão Sul-Americano de Star Marco Lagoa.
* Cesar Castro: "Cri-Cri" como é chamado, é um expert em ventos suaves e navega meu Star reserva "Get Back".
* Gabriel Raulino: Talentoso e irreverente, Gabriel foi líder de regata no recente campeonato Sul-Americano.
* Luis André Reis: "Culé" como é chamado, foi medalhista panamericano na classe Snipe e veleja com meu ex-proeiro, o bom e técnico Renato (Tinha) Moura.
Demais brasileiros na raia:
* Horacio Carabelli/SC: Vice-Campeão Mundial de Snipe e recém vencedor da Volvo Ocean Race.
* Francisco Siemsem Bulhões Carvalho da Fonseca:/ RJ.Oriundo de famílias de campeões. Esbanja talento.
* Sergio Goretkin/RJ.
* Mauricio Bueno/SP: vice-campeão brasileiro de Finn e veleja com o talentoso Jorginho Zarif.
* Renato Cunha Faria/RJ: foi medalha de bronze em campeonato mundial da classe Soling.
* Fabio Bodra/SP: Ex-Campeão da Classe Finn, é competitivo e respeitado.
* Admar Gonzaga/DF: Secretário Nacional da Classe Star.
* João Marcos de Almeida/RJ.
* Renato Valentim/SP.
* Bruno Caruso: Presidente da Federação de Vela de São Paulo - FEVESP.
Valerá á pena conferir e fico na conclusão do "só sei que nada sei"!
Bons Ventos em 2010!!!
Lars Grael |
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| Regata Preben Schmidt 2009 - Sucesso! |
| 20/12/2009 23:23:47 |
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Realizou-se ontem dia 19/12 a tradicional Regata Preben Schmidt no Rio Yacht Club (Sailing) em Niterói/RJ.
A grande confraternização da Vela Fluminense e Carioca teve largada às 11:00 e contornou a Ilha do Pai fora da Baía de Guanabara com retorno ao pier antigo do "Sailing".
Dentre os velejadores, grandes nomes da Vela de competição como os medalhistas olímpicos e (ou) campeões mundiais Torben Grael, Marcelo Ferreira, Clinio Freitas, Eduardo Penido, Kiko Pellicano, Claudia Swan Freitas, Gastão Brun, Mauricio Santa Cruz, irmãos Schmidt, José Paulo Barcelos, Luis Marcelo Maia, Rony Senfft dentre outros.
A presença ainda de velejadores tradicionais como Roberto Pellicano, Benjamim Sodré, Paes Leme, Roberto Geyer por exemplo.
A Fita Azul, coube ao imponente "Sorsa - OI - Feverj" do comandante Celso Quintela que ainda levou o Troféu Ingrid Schmidt Grael dado ao barco mais elegante e dentro da etiqueta náutica na competição. Ainda no tempo real, a segunda colocação coube ao belíssimo veleiro "Forró" comandado pelo bi-campeão mundial Gastão Brun. Na terceira colocação, o racer "Sansara" timoneado por Clinio Freitas.
Na categoria clássicos, a vedete da competição, ficou nosso 6 Metros Internacional "Marga" comandado por mim e tripulado por minha filha Trine Grael, Colin Gomm, Glenn Haynes e Cesinha (de Brasília). O Marga construido em 1933, foi o 4º a cruzar a linha de chegada na frente de inúmeros barcos de regata modernos, barcos de 40 e de até dos 50 pés.
Na segunda colocação dos clássicos, ficou o barco ícone da Vela Brasileiro "Aileen" comandado por Torben Grael. Aileen pertenceu ao homenageado da regata Preben Schmidt e foi medalha de prata nas Olimpíadas de Estocolmo em 1912, acreditem! Na terceira colocação, o "Linie" comandado por Rolf Preben Schmidt. Na quarta, o elegante 5.5 Metros "Barbra" comandado por Axel Schmidt e na 5ª colocação, o imponente e lendário "Cayru III" do ICRJ comandado por Roberto Geyer.
Muitos outros barcos brilharam na flotilha de aproximadamente 70 barcos e neste ano, tivemos velejadores que vieram especificamente para a regara oriundos de Minas Gerais e do Iate Clube de Brasília.
Em terra, grande confraternização e a vitória final da Vela, da tradição dos bons homens do mar e do Rio Yacht Club.
Em tempo, registro meu agradecimento à Federação Paulista de Atletismo por ter outorgado-me como "Membro Honorário, em razão de seu alto espírito público, capacidade profissional e relevantes serviços prestados em prol do atletismo paulista e brasileiro". Não fiz nada mais que minha obrigação!
Bons Ventos na semana natalina!
Lars Grael |
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| Rajadinhas e Reflexões |
| 17/12/2009 23:40:49 |
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STAR: Treinos continuam firme no Rio com vistas ao Mundial. Na raia diariamente, mais de 10 barcos estrangeiros dentre eles o francês Bi-Campeão Mundial Xavier Rohart e o atual campeão olímpico Ian Percy do Reino Unido. Dentre os brasileiros, Robert Scheit / Bruno Prada crescem de rendimento a cada velejada e Torben Grael / Marcelo Ferreira ganham cada vez mais intimidade com a classe que conhecem mais do que qualquer outro no planeta. Nós encerramos nosso treinamento hoje e só voltaremos ao mar no dia 04/01.
REGATA PREBEN SCHMIDT: Será no dia 19/12 no Rio Yacht Club. Imperdível!!!
FEVERJ: Ontem a Federação de Vela do Rio de Janeiro homenageou os melhores do ano. Torben Grael o melhor velejador e sua filha Martine Grael, a melhor velejadora. Tudo em família!!!
BEM AMIGOS: Segunda Feira participei do Programa Bem Amigos do apresentador esportivo Galvão Bueno. Boa experiência junto do simpático Bruno do Vôlei filho dos campeões e meus contemporâneos dos Jogos de Los Angeles 84 Bernardinho e Vera Mossa. Outro entrevistado foi o atual tri-campeão da Stock Cars Cacá Bueno e toda equipe de peso da Globo.
REI DO MAR: No domingo, representei a LIGHT neste evento de maratona aquática na Praia de Copacabana que foi um verdadeiro sucesso. Parabéns ao exemplar Luis Lima que foi o melhor brasileiro na competição (4ª colocação). Aliás a LIGHT que até 2007 não tinha a menor participação no patrocínio esportivo, hoje patrocina: Natação, Natação Paraolímpica, Vela, Jogos da Baixada; LIGHT Futebol Show; Atleta de Jiu Jitsu, Atleta de Maratona Aquática, Ciclismo, Atletismo e outros esportes.
AÉCIO: Foi com pesar que constatei a desistência da Pré-Candidatura Presidencial do Governador de MG Aécio Neves. Com sua desistência, fica patente o carater plebiscitário da eleição de 2010 entre a candidata de Lula e o candidato do governo anterior.... Brasil precisa de idéias, programas, civismo, compromissos e conciliação.
AZUL: Hoje ao voar na novíssima e competente empresa aérea AZUL, constato esta nova geração de boas empresas que chegaram para quebrar o monopólio privado. Dentre as melhores, destacam-se a AZUL (moderna), WEBJET (pontual) e TRIP (smpática).
Bons Ventos,
Lars Grael |
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| Royal Thames e Sul Americano - Reflexões |
| 2/12/2009 19:08:52 |
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Acabamos de competir estas duas competições internacionais no Rio que reuniram 65 barcos de 16 países.
Nosso título na Taça Royal Thames excedeu nossa expectativa e veio após espetacular reação para a vitória na 5ª e úlltima regata do certame. Estávamos inspirados e velozes e conquistei o único título da classe Star brasileira que me faltava. Já tinha o Vice em 2001 e 2008, mas 2009 com tantos barcos foi especial!
Já no Sul-Americano, que conquistei na Star em 2005 e 2008, o brilho e a inspiração não estavam tão intensos desta vez.. Título mais que merecido para a dupla suiça Flavio Marazzi / Enrique de Maria. A competição marcou ainda a ascenção de dosi ex-campeões mundiais, o Vice Alan Adler em dupla com Guilherme Almeida e os bronze no evento a dupla de ouro Torben Grael e Marcelo Ferreira. Estes e mais a dupla nona colocada que venceu a última regata Robert Scheidt / Bruno Prada, mostraram que quem foi rei, não perde a majestade.
Brasília esteve bem representada com 7 barcos e destaque para Gabriel Raulino / Juliano Rosas na 28ª colocação e Cezar Castro / Afonso Montezuma na 36ª (3º Master).
Para o Mundial em janeiro, outras duplas de peso chegarão, com destaque ao campeão olímpico, o britânico Ian Percy.
Nestas 2 competições, o vento predominante foi de fraco para médio. No mês de Janeiro poderemos ter mais vento o que transfere um favoritismo maior ao triunvirato Scheidt BRA / Loof SWE / Percy GBR.
Ainda assim, vai ser lindo ver um Mundial com cerca de 80 Stars e o melhor da Vela mundial e brasileira que ainda inclui nomes como: Gastão Brun; Peter Ficker; Dino Pascolato; Reinaldo Conrad; André Mirsky; Horacio Carabelli e outros.
Resta-nos agora treinar com meu competente proeiro Ronald Seifert e com nosso treinador Eduardo Penido.
Pausa só para algumas palestras, para a Regata Preben Schmidt dia 19/12 e para o Natal em família!
Bons Ventos,
Lars Grael |
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| Torben Grael é eleito o melhor velejador do mundo em 2009! |
| 10/11/2009 14:02:46 |
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Esta eu reproduzo do nosso assesor de comunicação Murillo Novaes:
O brasileiro Torben Grael, maior medalhista olímpico do Brasil, ganhou o prêmio de melhor velejador do planeta em 2009. A condecoração é concedida pela ISAF (Federação Internacional de Vela) - ISAF Rolex Melhor Velejador do Mundo 2009. Promovida desde 1994, a premiação é considerada o “Oscar” da vela.
Esta é a quinta indicação de Torben Grael ao prêmio e a primeira vez que ganha o título. Outro ícone da vela nacional, Robert Scheidt também já foi indicado cinco vezes, tendo vencido em 2001 e 2004. A trajetória de Torben que lhe valeu a indicação teve início em outubro de 2008. Ao assumir o comando do Ericsson 4 para sua segunda regata ao redor do mundo (Volvo Ocean Race), Torben levou a embarcação a oito pódios e cinco vitórias, após dez pernas da mais tradicional competição náutica do planeta.
Ainda pela Volvo Ocean Race, Grael conquistou outro marco: no dia 29 de outubro de 2008, o capitão brasileiro e sua tripulação internacional (que tinha João Signorini e Horácio Carabelli, também do Brasil) navegaram 596,6 milhas náuticas em 24 horas, a uma velocidade média de 24.85 nós (aproximadamente 46 km/h), resultado que colocou o nome do Ericsson 4 no livro Guiness dos recordes como o veleiro monocasco mais rápido do mundo.
Após nove meses navegando por todos os mares e cumprindo quase 40 mil milhas náuticas de regata, o Ericsson 4 sagrou-se campeão da Volvo Ocean Race 2008 - 2009. Com cinco medalhas olímpicas, seis títulos mundiais e a vitória uma Louis Vuitton Cup (o troneio que determina o desafiante da America’s Cup), Torben Grael provou mais uma vez ser um velejador capaz de competir em altíssimo nível, em diferentes categorias da vela mundial e é considerado hoje o velejador mais completo do mundo.
Conquistas de Torben Grael dentro do período de 1° de setembro 2008 e 31 de agosto 2009:
Volvo 70 - Ericsson 4 - (comandante com dez tripulantes)
1 - Volvo Ocean Race 2008-2009 - out 2008-jun 2009
24 hr Monohull World Record - 596.6nm - velocidade média 24.85 nós - 29 out 2008
S40
2 - Rolex Ilhabela Sailing Week - Mitsubushi - jul 2009
STP 65 - Luna Rossa (tático)
2 - Cowes Week, Cowes, Isle of Wight, GBR- ago 2009
2 - Rolex Fastnet Race, Cowes, Isle of Wight-Plymouth, GBR - ago 2009
Sobre o Prêmio - Os indicados da ISAF ao prêmio de melhor velejador do mundo se resume a quatro concorrentes femininas e cinco masculinos, após consideração de suas conquistas no esporte, no período compreendido entre 1° de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009. Somente um velejador e uma velejadora são premiados, após a votação dos 130 Membros de Autoridades Nacionais da ISAF.
O vencedor, Torben Grael, foi anunciado hoje na cerimônia de entrega dos prêmios ISAF Rolex Melhor Velejador do Mundo 2009, no Iate Clube de Busan, em Busan, na Coréia do Sul.
Cada vencedor irá receber um relógio Rolex e o prestigioso Troféu ISAF Rolex Melhor Velejador do Mundo.
Os indicados ao prêmio eram:
Torben Grael (BRA) Pascal Bidégorry (FRA) Michel Desjoyeaux (FRA) Paul Goodison (GBR) Nathan Outteridge (AUS)
O ISAF Rolex Melhor Velejador do Mundo é apresentado anualmente e é o auge que um velejador pode alcançar em reconhecimento à suas conquistas. A premiação teve sua primeira edição em 1994 e compreende em sua lista de ganhadores nomes como: Robert Scheidt (BRA), Peter Blake (NZL), Ellen MacArthur (GBR) e Russell Coutts (SUI). Em 2008 os vencedores do prêmio foram Ben Ainslie (GBR), dono de quatro medalhas de ouro em Olimpíadas e Alessandra Sensini (ITA).
Sobre Torben- Torben Grael nasceu em São Paulo e se criou em Niterói. Filho do meio de uma trinca de irmãos, logo cedo demonstrou talento e vontade de seguir a saga da família materna, os Schmidt, oriundos da Dinamarca, cujo patriarca Preben foi um dos pioneiros da vela brasileira. Incentivado pelo pai, um militar do Exército, e pela mãe, ela mesmo também uma velejadora, Torben e seu irmão mais novo, Lars, seguiram os passos dos tios maternos Axel e Erik, primeiros grandes campeões de nossa vela. E em 1983, em dupla, conquistaram seu primeiro campeonato mundial, na classe Snipe, no Porto, em Portugal. E não pararam mais.
Daí em diante Torben seguiria uma carreira que o levou ao mais alto do desporto mundial. Foram mais de 30 títulos brasileiros em diversas classes, como são chamados os tipos diferentes de barcos a vela, 6 títulos mundiais, 5 medalhas olímpicas, uma final de America’s Cup – a regata mais antiga e prestigiada da Vela mundial -, e a consagradora vitória na regata de volta ao mundo em 2009. Com este currículo, Torben é hoje o velejador com maior número de medalhas olímpicas no mundo e o maior esportista olímpico brasileiro de todos os tempos. Além de ser considerado o velejador mais completo de todo o globo já que brilhou nos 3 principais tipos de competição a vela: a olímpica, a oceânica e em match race.
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| Baía de Guanabara - Desafio para 2016 |
| 20/10/2009 17:56:08 |
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Desde a fase de confecção da candidatura olímpica do Rio 2016 que eu sempre alertei que com minha experiência de 6 Olimpíadas (4 como atleta e 2 como Coordenador Técnico) que velejador tem as seguintes prioridades na escolha de uma marina olímpica (nesta ordem):
1) Lugar bom de vento = relativamente constante e com boa intensidade.
2) Água Limpa = sem poluição, boas ondas e espaço livre.
3) Boa Marina = moderna, confortável e próxima da raia.
4) Próximo do Centro das Olimpíadas
A canditatura do Rio 2016 foi pautada na centralização estratégica de todas as modalidades próximas à Vila Olímpica o que para nós da Vela é prioridade 4).
A Raia da Baía de Guanabara é pequena para todas as classes de Vela e o vento muito inconstante = prioridade 1) não atendida.
O uso das raias de fora da Baía de Guanabara seriam necessárias o que compromete ainda mais a prioridade 3).
A Marina da Glória teria que passar por profunda transformação em sintonia com FEEMA, IPHAN, IBAMA, Marinha do Brasil, Moradores do Flamengo e Ministério Público o que é ainda um gargalo da prioridade 3).
Agora a questão da qualidade das águas é um desafio hercúleo fundamental na prioridade 2), esta tão importante quanto a prioridade 1).
Todos nós queremos, sonhamos e seríamos beneficiados com a despoluição da Baía de Guanabara. Temos que lutar por isto e não devemos jogar a toalha tão cedo. Se não despoluir agora nestes 7 anos, quando será?
Por outro lado, vejam o trecho do blog da Revista Náutica comentado por Axel Grael sobre um artigo original da oportuna Miriam Leitão:
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"Miriam Leitão: Especialistas acham impossível limpar baída de Guanabara até 2016
Da redação
Axel Grael chama a atenção em seu blog para uma coluna escrita por Miriam Leitão no jornal O Globo deste sábado. Nela, Miriam conversou com alguns especialistas que disseram ser possível avançar na despoluição da baía, mas impossível tê-la limpa num período de sete anos.
"O grande problema são as três milhões de pessoas que vivem em condições sub-humanas, sem qualquer tipo de saneamento básico, nos muitos municípios que rodeiam a Baía. Resolver isso num prazo de sete anos é praticamente impossível", diz o professor de engenharia oceânica da Coppe Paulo Cesar Rosman.
E Miriam completa: "De acordo com o Plano de Gestão de Sustentabilidade do Rio 2016, hoje, apenas 32% do esgoto que chega à Baía recebem tratamento. A meta é chegar a 50% no ano que vem, saltando para 80% até o início dos Jogos." Imaginemos que esta meta seja cumprida integralmente. Ainda assim, os 20% restantes representam o esgoto de 600 mil pessoas sendo despejado na baía sem qualquer tratamento. Isso representa, por exemplo, toda a população de Niterói e ainda toda a população de Nilópolis"
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SERÁ QUE DÁ? TOMARA!
Seria fazer em 7 anos, muito mais que o Plano de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG não fez em 14!
Pensar em plano B? Não custa e Armação dos Búzios/RJ acaba de sediar o Campeonato Mundial da Juventude da ISAF (International Sailing Federation) em julho deste ano. Cabe lembrar que o evento foi consagrado como o melhor evento de todos os tempos...
Quem conhece Vela, sabe que Buzios é incomparavelmente melhor que o Rio nas prioridades 1) e 2). Precisaria de uma Marina saindo da estaca zero = prioridade 3) e trairia o princípio da centralização da prioridade 4).
Só vou dar alguns exemplos de Olimpíadas aonde a Vela foi realizada em outras cidades, muitas há mais de 500 Km do Centro Olímpico:
México 1968 - Vela em Acapulco
Munique 1972 - Vela em Kiel
Montreal 1976 - Vela em Kingston
Moscou 1980 - Vela em Tallin (outro país hoje em dia)
Los Angeles 1984 - Vela em Long Beach (próximo)
Seul 1988 - Vela em Pusan
Barcelona 1992 - Vela na Vila Olímpica (ate que enfim)
Atlanta 1996 - Vela em Savannah
Sidney 2000 - Vela em Sidney
Atenas 2004 - Vela em Atenas
Pequim 2008 - Vela em Qingdao
Londres 2012 - Vela em Weymouth
O debate é bom. Devemos salvar a Baía de Guanabara, mas com o realismo necessário para que o esporte que mais trouxe medahas olímpicas ao Brasil não fique na cloaca suja que hoje infelizmente se encontra a Baía de Guanabara!!!
Lars Grael
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| Cultura Náutica é outra coisa! |
| 16/10/2009 09:18:28 |
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Esta eu transcrevo do blog do Axel Grael:
O jornalista Renato Maurício Prado, em sua coluna no jornal O Globo, de 16 de outubro de 2009, registrou:
"Fernando Duarte, nosso correspondente em Londres, esteve em Copenhague, cobrindo a escolha da sede dos Jogos de 2016 e, de volta a Inglaterra, me envia deliciosa notinha: ´Em meio ao desfile das estrelas brasileiras do esporte por Copenhague (Pelé, Guga, Hortência, etc), um garotinho dinamarquês arregalou os olhos, no hall do hotel onde estava a delegação da Rio 2016, e puxou o braço da mãe:
- Ih, mãe!!! Olha lá, olha lá! É o Torben Grael!!!
Povo que veleja (desde o tempo dos vikings) éoutra coisa..."
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| Gêmeos do Mar |
| 11/10/2009 12:34:05 |
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O Clube dos Jangadeiros de Porto Alegre, está promovendo um memorável evento de celebração do cinquentenário do primeiro campeonato mundial de Vela organizado no Brasil. Foi o Mundial de Snipe de 1959 vencido pelo Rei da Vela Paul Elvstrom da Dinamarca.
No evento deste final de semana, timoneiros de Snipe com idades superiores a 60 anos de idade. Dentre eles, grandes nomes como Boris Ostergreen, Marco Aurelio Paradeda, Augusto Barroso e os gêmeos do mar Axel & Erik Schmidt.
Axel e Erik, são os únicos tri-campeões mundiais de Snipe da história. Conquistaram os mundiais consecutivos de 1961 > 1963 > 1965. Foram ainda medalhistas de Ouro (Chicago 1959) e Prata (São Paulo 1963) nos Jogos Panamericanos na Classe Lightning. Velejadores Olímpicos nas classes Star (7º - Mexico - 1968) e Soling (6º - Munique - 1972), classes aonde ainda foram campeões brasileiros, sulamericanos. No Star, Erik & Axel ainda foram 4º colocados em campeonato mundial. Venceram ainda Jogos Luso-Brasileiros (Classe Dragão), Jogos Asiáticos (Classe Flying Dutchman); Regata Buenos Aires - Rio; várias regatas Santos - Rio dentre tantas outras conquistas...!
Intuitivos, brincalhões, técnicos, brigões, estes vikings da terra de Araribóia, representam a herança escandinava de Preben Schmidt e forjam o estilo, imagem e glória do pequeno e poderoso Rio Yacht Club (Sailing) em Niterói/RJ.
Afirmo categoricamente que os irmãos Grael não existiriam para a Vela se não fossem seus mestres e tios Axel e Erik.
Ontem na abertura do evento, o Tio Axel mostrou sua categoria e ao liderar com folga a primeira regata, passou mal, abandonou a regata, foi competentemente atendido e levado ao clube e ao hospital, submeteu-se a a intervenção cirúrgica e está internado na CTI aonde passa bem.
Tio Erik venceu uma das regatas. Outras foram vencidas pelo gaúcho e ex-campeão Mundial Boris Ostergreen e a outra pelos amigos do peito, os brasilienses Guilherme Raulino / Cezar Castro.
Fica aqui minha torcida pela recuperação do Tio Axel e minha homenagem aos mestres!
Lars Schmidt Grael |
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| Rio 2016 - Um Brasil Olímpico |
| 2/10/2009 16:59:19 |
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Estamos todos eufóricos com a conquista histórica do Rio 2016!
Quem percebeu que no anúncio final já não existia a presença da SMR Juan Carlos, já havia percebido que era a senha que o Rio tinha sido a cidade escolhida.
Vitória do COB, dos 3 níveis de governos (e a política de seus governantes), dos atletas e de todos que apostaram na vitória brasileira. 66 a 32 foi uma vitória contundente!
Vitória do Brasil que emerge do Terceiro Mundo para um patamar de respeitabilidade de uma nação que merece e exige respeito. A estabilidade democrática, a estabilidade da moeda, o crescimento de nossas empresas privadas (para o status de empresas transnacionais), nossas conquistas esportivas, nossa autosuficiência energética, a captação da Copa do Mundo, dentre outros fatores, deram ao Brasil esta imagem de credibilidade comprovada pelos membros do Comitê Olímpico Internacional.
Nosso próximo target será a conquista de uma cadeira no conselho de segurança da ONU, isto, se não tropeçarmos na relação incestuosa com líderes populistas de caricatas repúblicas da banana!
Para o Rio 2016, virá um novo ciclo de investimentos e prosperidade econômica para o Rio de Janeiro e muito mais atenção ao esporte brasileiro.
Chamo atenção porém, que mais importante que sediar uma Olimpíada pura e simplesmente (Atlanta e Atenas) e modernizar e valorizar uma metrópole (Barcelona, Sidney e Pequim), é criar um Brasil Olímpico.
O Brasil Olímpico seria o reencontro da Educação com o Esporte. Seria propagar os valores olímpicos como meio de valorização da juventude. Seria promover o esporte como meio de inclusão social, de prevenção a violência, de propagação de uma cultura da PAZ, de promoção de bem estar e qualidade de vida.
Teríamos que ter em mente, que tão importante quanto sediar os Jogos Mundiais Militares, Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos, seria organizar o maior e mais abrangente Jogos Estudantis Brasileiros. Porque não? Nós podemos, não?
Políticas de Educação e Saúde não irão prosperar sem estarem harmonizadas com a política do esporte e da valorização do Profissional de Educação Física.
Não devemos contruir instalações esportivas, sem antes respeitarmos o dinheiro público e recuperarmos os equipamentos esportivos abandonados e sucateados em todo território nacional.
Não devemos tomar decisões, sem ouvir os atletas. O Atleta tem credibilidade e cara limpa para defender causas e o Rio 2016 foi a mais importante delas. Por outro lado, o atleta formador de opinião e consagrado, tem que ter direito ao voto e a parcela relevante da definição de uma política esportiva.
Capacitar os gestores esportivos e profissionalizar a gestão esportiva pública e privada, será outra necessidade. Toda a credibilidade virá da transparência destes atos e da democratização das entidades de administração do desporto.
O Brasil flertou com as candidaturas olímpicas de Brasília 2000 e Rio 2004. Na candidatura de Rio 2008, jogou para aprender para poder ganhar no futuro. Em 2000, estive eu, Ministro Carlos Melles e o Carlos Arthur Nuzman numa audiência na sede do COI em Lausanne na Suiça, com seu então presidente, o espanhol madrilenho Juan Antonio Samaranch. Perguntamos para ele com franqueza, qual seria a chance do Brasil sediar uma Olimpíada? Ele disse, "...provem primeiro a comunidade esportiva internacional, que vocês podem organizar com magnitude um evento continental..."
Surgiu então em 2001, o projeto do Panamericano 2007.
Primeiro conquistamos os Jogos Sulamericanos da ODESUR de 2002. Era vital para conquistarmos os votos dos nossos vizinhos Sulamericanos. Depois superamos a cidade de San Antonio / EUA e conquistamos o Pan Rio 2007.
A receita estava certa e Nuzman e seus aliados trabalharam dioturnamente para esta conquista.
Mérito ainda do Ministro Orlando, do Governador Sergio Cabral, do Prefeito Eduardo Paes, dos atletas lá presentes (dentre eles Torben) e da forte credibilidade do Presidente Lula.
Passado a euforia, passemos a pensar no Brasil Olímpico, de TODOS!
Lars Grael
Ex-Secretário Nacional de Esporte (2001/2002)
Ex-Secretário da Juventude, Esporte e Lazer do Estado de SP (2003/2006)
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